Os meus pais montavam um laboratório na casa de banho, faziam slides das férias e andavam sempre com uma câmera a tiracolo.
No liceu fiz um curso de fotografia, na universidade voltei a fazer, aprendi a fotografar debaixo de água... enfim, era caso para ser uma expert(a). Mas não.
Fui me esquecendo de tudo, e embora continuasse a insistir, as minhas fotos brilhavam mais pela quantidade do que pela qualidade. Vai daí, quando descobri que a Mariana Sabido fazia uns workshops de fotografia com o nome (muito sexy) de Rockstar, fiquei tentada. Se a Mariana conseguisse passar um bocadinho da sua magia, valia mil vezes a pena.
O problema é que precisava de uma máquina fotográfica reflex que permitisse regular abertura, velocidade, ISO, etc. Uma máquina destas ainda é menina para custar uns 300 euros, no mínimo.
Até que me lembrei (como me pude esquecer?) que o meu pai tinha uma Nikon muito querida que estava esquecida desde o ano maldito em que ele partiu.
E agora, confesso, dava tudo para poder discutir lentes, aberturas, velocidades e ISO com ele, mostrar-lhe a minha viagem de reflexão e descoberta.
E por isso, esta série de posts é dedicada a ele. Tenho a certeza que ele ia gostar.























